Networking: ter contato com pessoas com foco em uma finalização de venda. Netweaving: Tecer conexões em redes com pessoas, continuamente. Considerando essa diferença, uma equipe brasileira vem apostando no que chama de viagem em rede para abrir caminhos de cooperação para empreendedores.

Hoje, uma brasileira chegou ao Vale do Silí­cio, nos Estados Unidos, com a missão de promover interação entre as startups de lá e as brasileiras, e aproveitando a temática da Social Media Week, que tem São Paulo e São Francisco como cidades participantes.

A primeira viagem em rede teve a sustentabilidade como causa

A primeira viagem em rede realizada pela equipe conhecida pelos projetos Peabirus/TeiaMG/RedeCIM aconteceu no início de dezembro de 2009 em Copenhagen, durante a reunião promovida pela Organização das Nações Unidas para debater as mudanças climáticas. Antonio Carlos Amorim foi o agente da equipe que desembarcou por lá, levando perguntas e manifestações de brasileiros e colhendo exemplos, cases.

Basicamente, a viagem em rede consiste em a pessoa que está viajando permanecer interagindo com redes de contatos através das mídias sociais: contas de Twitter, blogs, comunidades – especialmente os perfis que foram elaborados especialmente com a finalidade de colocar pessoas em contato através de conteúdo de inovação e empreendedorismo. No caso de Copenhagen, a equipe disponibilizou um aplicativo para mapeamento colaborativo de “pessoas, empresas e instituições que estão tecendo na rede um futuro melhor para nosso planeta” (o slogan da viagem em rede foi “netweaving for a better planet“).

“Netweaving é focado em pessoas, não em tecnologia. Netweavers são aqueles que fazem conexões em rede através de ações continuas e mantendo sempre um fluxo, renovando sempre suas ações em rede para que as conexões não se quebrem”, explica Juliana Lima, a netweaver que desembarcou hoje para 10 dias no Vale do Silício.

Agora é a vez de potencializar conexões entre empreendedores de web social brasileiros e do Vale do Silício

“A mídia social fornece hoje um espaço para netweavers poderem tecer suas conexões de forma coletiva sobre diversos assuntos. Um blog, uma rede social, um tweet, uma atividade , um aplicativo , tudo isto se torna um weave, uma maneira de manter conexões contínuas com seu público”, acrescenta Juliana.

As visitas já programadas incluem Facebook, PJ & O’dell, Google, Ning, Zynga, Twitter, City Sourced, Universidade de Stanford e equipe de São Francisco da Social Media Week. Durante a viagem, Juliana vai postar atualizações no blog Netweaving on the road e acompanhar os comentários enviados pelos brasileiros por meio do Mapa da Inovação.