Além das temáticas de entretenimento e diversão, e além de cobrar dos usuários e anunciantes, desenvolvedoras de aplicativos para celular podem explorar também outros negócios.

Uma forma seria vender os aplicativos para empresas e disponibilizá-los de forma gratuita aos usuários. Em alguns casos, nem interessa o maior número de downloads, instalações e usuários, apenas que o uso do aplicativo seja o melhor possível.

Um exemplo é os aplicativos para iPhone e BlackBerry produzidos pela MTM Tecnologia Mobile Solutions, startup brasileira que tem equipe operacional em Salvador e avança nos negócios em São Paulo, nos Estados Unidos, no Canadá e na França.

No histórico de iniciativas inovadoras e pioneiras da MTM, soma-se recentemente um aplicativo para o Hospital Albert Einstein para confirmar que aplicativos não servem apenas para diversão e publicidade, mas podem ser muito importantes.

Como posicionar uma empresa que produz aplicativos para celular

Atualmente, qualquer tipo de plataforma e solução pode ser móvel (ter uma versão para celular). As APIs estão bastante versáteis, bastando apenas algum tipo de bridge para fazer a integração. A MTM tem oito pessoas envolvidas, com uma demanda permanente por interfaces, para as quais eventualmente chamam alguns profissionais. Para entender melhor este mercado e a atuação da MTM, conversei com o CEO Gustavo Perez (dono das aspas abaixo).

 

“Começamos no setor químico, passamos ao médico, agora estamos olhando para o setor de logística, comércio de varejo em geral. Lá fora é nosso mercado de teste, onde há maior aceitação. A gente nunca quis virar fábrica de software. Ganha-se pouco, não queremos competir com ͍ndia e China. Temos mais de cem clínicas usando nossas soluções. Fazemos muitos negócios por meio dos parceiros, cerca de 30% do total”.

“Tivemos alguns aportes da Fapesb. recentemente R$ 350 mil a fundo perdido. Fora isso, a empresa não recebeu investimento de angels ou fundos, só dinheiro próprio. Estamos capitalizando primeiro antes de pedir ajuda e negociar”.

“No caso do Albert Einstein”, explica Gustavo, “a gente fechou o negócio diretamente com eles. Fizemos uma versão e cobramos licença de uso – tanto no BlackBerry, que pode ser baixado na rede do hospital, quanto no iPhone, que pode ser baixado da Apple Store mas requer que o médico faça registro do seu dispositivo para receber um login”.

Com um click, os médicos podem baixar o aplicativo do Hospital Albert Einstein. O utilitário dá acesso para médicos às informações de pacientes, como exames, consultas, além de contatos (CRM).

O mercado é bom mas não é fácil

“Na parte de negócios, ninguém tem uma ideia bem definida do que a mobilidade pode fazer pela empresa. Quando mostramos o protótipo, da­ que começam a entender as possibilidades. Tem vários médicos que consideram as aplicações móveis como um serviço crítico para suas atividades. Por exemplo, o acesso a raio-x é a terceira função mais utilizada. O médico ganha no nível de qualidade de atendimento”.

“A diversidade de plataformas é uma dificuldade no mercado. Mesmo que você queira fazer algo genérico, para você fazer algo de qualidade você precisa considerar as especificidades. Já trabalhei com todas as plataformas, e considero BlackBerry muito robusta, iPhone também”.

Veja vídeo explicativo sobre a plataforma BlackBerry e um dos sistemas desenvolvidos pela MTM.

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