A editora do TechCrunch Sarah Lacy anunciou que viria ao Brazil em sua viagem pela América Latina (para escrever um livro sobre empreendedorismo) mas não conseguiu seu visto a tempo de vir. Publicou um post polêmico falando mal do Brasil e deixou no ar uma possível vinda em dezembro ou janeiro.
Lamentamos ela não ter vindo trocar conhecimentos, pois tanto o TechCrunch como ela contam com uma certa reputação. Lamentamos também o cancelamento ter repercutido de forma negativa, que não colabora para o amadurecimento da cultura startup. Mas comemoramos a vinda de tantos outros estrangeiros importantes no mundo da Internet. Hoje mesmo um autor reconhecido vai falar em São Paulo e divulgou estar interessado em escrever sobre nossas startups.

Em setembro, o evento ProXXIma trouxe profissionais reconhecidos no mundo da publicidade e do marketing para falarem aos brasileiros sobre realidades e tendências globais da comunicação digital. Ainda em agosto, o Digital Age trouxe executivos de empresas de sucesso típicas da Internet. Alguns deles pela primeira vez no Brasil, como Chad Hurley, fundador do YouTube e Tony Hsieh, CEO da Zappos.com – além do pessoal da comScore, Razorfish e Edelman.

A presença destes profissionais indica o interesse tanto do mercado brasileiro neles quanto deles no mercado brasileiro. Certamente este tipo de vinda não é um caminho de mão-única, em que apenas um lado aprende. Mesmo que os empresários não tenham vindo pesquisar para publicar matérias e livros, certamente se interessam em dedicar seu tempo ao mercado daqui – e certamente aprenderam e divulgaram coisas que fazemos. Mesmo que isso não substitua matérias sobre startups brasileiras no TechCrunch (que divulga tantas das mais famosas) talvez seja interessante receber atenção de alguém que, a princípio, não gosta de nenhuma.

O “Anticristo do Vale do Silício” apresenta livro hoje em São Paulo e entrevista startupeiros

Faz tempo que li “O culto do Amador: como blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores”, livro escrito pelo ex-entusiasta da Internet e agora principal crítico do Conteúdo Gerado por Usuário. Ele acredita que a multiplicação de amadores dando opinião sobre o que é certo e errado trazem prejuízos tanto para a indústria cultural quanto para a cultura em geral.

Recentemente, Keen vem se mostrando mais compreensivo. Publicou um artigo elogioso ao Twestival (evento organizado por usuários do Twitter). Chamou a iniciativa de Amanda Rose (que neste final de semana foi replicada mundialmente pela segunda vez) de “prova inspiradora da vitalidade de nossa época conectada”. Outros sinais positivos foram os dois tweets que ele divulgou nos últimos dias (exibidos neste post).

No dia 10 de setembro, o autor chegou ao Rio de Janeiro, onde se encontrou com o Consulado dos Estados Unidos. Na tarde desta segunda-feira 14 de setembro ele chegou em São Paulo, onde vai apresentar seu livro esta noite. Amanhã ele continua em São Paulo até o final da tarde, quando viaja para Londres.