Sempre que uma startup surge logo chegam os questionamentos de como o serviço vai ganhar dinheiro. E esse questionamento não é só interno, as pessoas querem saber. O Twitter, um dos serviços mais interessantes que surgiu nos últimos anos e que ganha cada vez mais adeptos não escapa destas perguntas. Seu fundador já declarou que em 2009 seu modelo de negócios será revelado.

Enquanto isso aqui no Brasil um empreendedor, o Marco Gomes, já conhecido no mundo web pensou em algo que pudesse ser usado para monetizar o serviço e colocou no ar. Trata-se do Adbird, que inclui links de um conjunto pré-selecionado, no meio de suas mensagens no Twitter.

O Adbird é extremamente simples e foi feito no Google App Engine. Os requisitos para usá-lo são uma conta Google, um perfil no Twitter e um feed RSS de onde sairão os links. Adicionalmente, se você possuir uma loja no boo-box, serviço também criado pelo Marco, é possí­vel incluir o que estiver lá listado nos links que serão enviados automaticamente para o Twitter.

Propaganda não intrusiva

Um dos grandes desafios na internet é criar formas de propaganda não intrusiva. Já se foi o tempo em que aceitávamos as interrupções bruscas dos comerciais na TV. Com a web aprendemos a ignorar tudo que é intrusivo, tanto em termos de anúncios quanto em mensagens que recebemos como spam por e-mail.

No Twitter a situação fica mais complicada pois cada um dos nós da relação que traçamos com as pessoas é uma ligação de confiança, que pode ser quebrada ao menor sinal de ruí­do desnecessário no canal. Dentro desse ruído podemos citar a propaganda ou promoção descarada de determinada coisa.

O Adbird permite configuração da frequência de mensagens que serão postadas em uma tentativa de diminuir o ruí­do. Pelo que analisei as pessoas estão usando por enquanto mais para divulgar os posts dos próprios blogs e não para vender algo. Talvez seja a preocupação de evitar o ruí­do desnecessário que pode levar à perda de seguidores, moeda preciosa nesta rede social.