* Por Bruno Perin

Claro que todos temos nossos períodos de baixa, que estamos de mal conosco e frustrados com o que estamos fazendo ou principalmente com os resultados que estamos gerando. Porém, até nesses momentos, a maioria das pessoas, por mais descrente que esteja ainda acredita nas suas atitudes.

Pode até parecer um pouco nebuloso, como aquela estrada pela manhã em que você mal enxerga as coisas, apenas alguns faróis e ali você sabe que vem um carro. É mais ou menos assim, podemos não estar vendo nitidamente nossa confiança, mas de uma forma ou de outra sentimos que podemos contar conosco.

Se na maré ruim já conseguimos fazer isso, imagina quando está tudo normal. O que é mais fácil fazer? Confiar em você. Afinal, você sabe que é sua responsabilidade fazer ou não, você sabe o que pode e até o que poderia.

E aí, quanto você conta com você mesma(o)?

Super autoestima

Eu sou um dos maiores defensores da falsa crença do impossível, buscar aquilo que supostamente alguém não encontrou uma saída ainda. No entanto, também sei que temos nossas limitações humanas que nos fazem melhor em equipes, proximidade com outros.

Este é um áudio muito bacana sobre o assunto– Não acredite no Impossível – que lhe dará um ótimo ponto de vista sobre isso.

Temos uma tendência natural de acreditar mais do que podemos. E isso não é de todo ruim, nem de todo bom. É bom porque justamente essa crença nos leva a ir adiante e fazer coisas de fato inimagináveis. Porém, o lado ruim, que estamos focando aqui nesse artigo, é uma super autoestima das capacidades a ponto de acreditar apenas na individualidade.

Aquele que não se conhece, dificilmente saberá até onde pode chegar.

A direção que não muda faz você seguir na estrada que já se conhece

Algumas vezes você já deve ter ouvido frases muito legais sobre a necessidade de mudar de direção para chegar a um novo lugar – é um fato conhecido, mas pouco aplicado. Neste caso gostaria de citar a história de um amigo que se encaixa bem neste tópico e no conceito geral do artigo:

Ele tem uma empresa a quase quatro anos, numa cidade média e rapidamente se tornou uma referência. O fruto do seu talento, sua forte liderança e vontade de entregar para os clientes um ótimo serviço projetaram um rápido crescimento. O meu amigo nunca foi gestor e por isso sempre encontrou algumas dificuldades neste sentido, o que antes era um coceirinha levemente incômoda virou um pesadelo gigante – ele não aguentava mais como as coisas funcionavam.

Por mais de três anos ele sempre foi tentando mudar e mudar, alcançar alternativas para ajustar as coisas da forma que queria. Mas, nunca estavam adequadas o suficiente.

O meu amigo ficou tão zangado que até pensou em largar da própria empresa porque não dava mais. Foi quando em uma das conversas me dei conta disso que estou ressaltando para você no artigo.

Ele estava sozinho.

Com quem você está indo?

Além do ponto que ele é perfeccionista e tem um pouco de dificuldade de aceitar que jamais existirá o jeito perfeito, é uma estrada sem fim. No entanto, o ponto principal era justamente que tudo acabava nele.

É muito difícil ser empreendedor e empreendedora sozinha, as coisas caem todas em você. As pessoas querem sua confirmação, opinião, têm medo de falhar, por mais que você não seja muito de centralizar as coisas, acabam elas caindo em você. Nem é necessário comentar que é ainda pior se for alguém que tudo precisa passar por você.

O que deu para notar era que o peso disso tudo sempre ficava muito grande por ser apenas ele. Quando conversávamos sobre uma possibilidade de negócio em conjunto comigo e outras pessoas, facilmente eu via ele algumas vezes sentindo o peso de algumas coisas sobre suas costas e eu falava “você sabe que essa parte não será contigo, né?”. Parece que ele ficava alguns quilos mais leve e voltava se animar.

Essa história me levou muito a pensar essa confiança que temos em nós e a uma coisa natural de contarmos conosco, que muitas vezes nos impedem de uma conexão mais profunda com outras pessoas para construirmos coisas incríveis.

Nunca conheci alguém que de fato precisava carregar o mundo em suas costas sendo que poderia levar o que há de melhor dele apenas em seu coração.

O principal ingrediente das grandes jornadas

Eu não conheci ninguém que fez algo grande sozinho, por mais que sejamos egoístas por natureza somos melhores juntos, temos uma necessidade de socialização.

O que gostaria muito de lhe chamar atenção é sobre o quanto você pode estar dificultando sua vida pela falta de conexão profissional adequada. Quantas coisas você pode estar acreditando que só vão acontecer se for você atuando e talvez seja exatamente esse o motivo que está lhe impedindo de chegar onde merece?

Poucas crenças na minha vida sempre apenas ganham força e uma delas é essa – mais pessoas incríveis nos seus projetos é a chance que eles e outros de fato possam acontecer.

Já dizia o Tony Hiesh: Pessoas incríveis juntas fazem coisas incríveis.

É um fato incontestável, portanto, para que não aproveitar o conselho e seguir nessa? O lado difícil de fazer tudo sozinho pode se tornar o lado divertido de fazer em conjunto e alcançar muito mais longe. #tamujunto

Este vídeo complementa a ideia do artigo sobre ter grandes pessoas por perto:


Bruno PerinBruno Perin, um cara Free LifeStyle, empreendedor, consultor, palestrante e escritor. Autor do livro – A Revolução das Startups. Pioneiro na combinação dos conhecimentos em Startup, Empreendedorismo, Marketing e Comportamento Jovem alinhado a Neurociência. Busca das formas mais diferentes, malucas e inusitadas possíveis desenvolver pessoas e negócios que façam a diferença no mundo, de jeito divertido, valorizando a vida e o agora.