O Brasil e a China estão entre os quatro maiores mercados de internet do mundo, ao lado de Índia e EUA. Para representar empresas brasileiras e chinesas do segmento em ambos os mercados, além de atrair empresas e investidores chineses que queiram conhecer melhor o mercado de internet brasileiro, nasceu a entidade empresarial CBIPA (China Brazil Internet Promotion Agency).

Por que se relacionar com o mercado chinês?

De acordo com In Hsieh, CEO e um dos fundadores da entidade, a CBIPA preenche uma lacuna na relação tecnológica entre dois países, que são grandes parceiros econômicos. “A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e já existe intenso intercâmbio nas áreas de infraestrutura, commodities e logística. Agora, vamos viver a onda da colaboração também nas áreas de internet”, afirma Hsieh.

Ele é fundador de empresas de comércio eletrônico como 4Vets e baby.com.br, foi o head de e-commerce da fabricante chinesa de smarphones Xiaomi no Brasil e atua como investidor-anjo de startups brasileiras.

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Em 2012, o número de usuários de internet móvel superou o número de usuários via PC na China

A presidência da entidade ficará por conta de Yan Di, country manager do Baidu e presidente da ABO2O (Associação Brasileira de Online to Offline). Em entrevista ao STARTUPI, Yan diz que o mercado de startups e empreendedorismo brasileiro tem muito a aprender com o chinês. “O mercado na China é mobile first porque sabe muito bem trabalhar com mobilidade e aproveitar a densidade populacional, que traz um grande potencial comercial. O Brasil tem uma grande semelhança com a China nestes âmbitos e pode usar o mercado de lá como espelho para crescer aqui”, diz.

Conexão Brasil-China

“O Brasil e a China já têm uma história de boas relações comerciais, mas só agora tivemos a oportunidade de criar esta entidade para fortalecer esta conexão. Acreditamos que o segmento digital de ambos os mercados só têm a crescer com o apoio da CBIPA”, diz o presidente.

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As três maiores empresas de tecnologia digital da China produzem mais receita que todas as outras 27 juntas do TOP 30 do país

Para oYan, a entidade auxiliará os empreendedores brasileiros e chineses a se aproximarem e se comunicarem por meio de experiências e networking. “Nós ainda não tínhamos esta representatividade nos dois países. A China não é como os EUA, onde falam inglês e você pode comprar uma passagem direta para lá. A barreira entre os dois países (Brasil e China) não está só no idioma e distância, está também na falta de conhecimento entre as culturas. É necessária uma entidade para realizar a ponte nestes casos”, explica.

O executivo do Baidu foi convidado para presidir a entidade em função da posição pioneira da companhia no Brasil e sua forte presença no mercado local. Há quatro anos no Brasil, o Baidu Brasil realizou a aquisição do Peixe Urbano, liderou na abertura da Associação Brasileira de Online to Offline e anunciou recentemente a criação do fundo de investimentos Easterly Ventures, com capital inicial de US$ 60 milhões para apoiar startups brasileiras de internet.

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No dia 11/11/2015, o Alibaba vendeu mais que o mercado brasileiro de e-commerce durante todo o ano

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Motivos pelos quais o mercado brasileiro de startups pode e deve se inspirar no chinês para crescer

Entre as atividades prioritárias da CBIPA estão o envio de delegações chinesas e brasileiras para troca de experiência, a produção de estudos de mercado e relatórios setoriais e serviços de assessoria financeira para empresas de internet.

No próximo ano, a CBIPA realizará, em São Paulo, a primeira edição do “Chinnovation 2017: Brazil”, maior evento do tipo, que trará ao País pela primeira vez executivos de empresas consolidadas, startups, analistas e investidores de internet da China para apresentar seus insights e cases a mais de 400 representantes de internet brasileira. “Realizaremos o primeiro grande showcase que conectará estes dois países, trazendo mais de 400 executivos de todos os segmentos e internet brasileiros. Em breve anunciaremos mais novidades para todo o mercado”, avisa Yan.

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