* Por Ofli Guimarães

O perfil do consumidor está mudando consideravelmente e isso se acentua com a crise econômica que atingiu o Brasil. Dentre as mudanças, a fidelidade a uma marca foi um dos pontos mais afetados. Segundo pesquisa realizada pela consultoria McKinsey & Co, um terço dos consumidores brasileiros não abandonou suas marcas preferidas, mas está em busca constante por formas de encontrá-las por preços menores – 19% está comprando em menor quantidade e 14% está esperando uma liquidação.

Neste contexto, o cashback – devolução, em dinheiro, de parte do valor gasto na compra – surge como uma alternativa, pois agrada a todos: entrega os resultados esperados pelas marcas e amplia o benefício oferecido ao consumidor. A proposta é simples: as lojas pagam para anunciar nos sites e toda vez que o cliente faz uma compra através deles, a empresa de cashback devolve ao usuário, em dinheiro, parte desse valor.

Cada vez mais estratégico, o mercado de cashback tem crescido no mundo inteiro – em 2014, a empresa japonesa Rakuten adquiriu a empresa de cashback americana Ebates por US$1 bilhão. Independentemente de crise, o consumidor está em busca de melhores condições de compra e de formas de ser recompensado por sua importância para o mercado.

Programas de recompensa que antes eram usados, em sua maioria, para atender a desejos extras dos consumidores, hoje se tornaram uma forma de complementar o orçamento.

Os programas baseados em pontos ou milhas podem ser pouco tangíveis, além de limitar o consumidor, uma vez que a troca só pode ser realizada em determinadas lojas ou produtos/serviços. Quando se devolve dinheiro, o risco de frustração praticamente não existe, uma vez que o cliente pode utilizá-lo onde e como quiser.

Seguindo esta tendência, em setembro de 2016, o Méliuz – empresa líder no segmento de cashback no Brasil – ampliou sua atuação também para o ambiente offline. Pela primeira vez no Brasil, clientes podem receber de volta parte do valor gasto em bares, supermercados e na compra de imóveis.

O modelo de negócio continua o mesmo, mas no varejo físico, a indústria participa mais ativamente, pois o volume de vendas de muitos produtos é maior. O cashback é vantajoso para os clientes, que recebem de volta uma parte do valor gasto, e para as lojas e marcas, que passam a ter no Méliuz mais uma ferramenta de fidelização.

Com a vantagem de não expirar e dar liberdade para o consumidor usar como bem entender, o cashback já é uma realidade e possui um futuro promissor muito próximo.


Ofli_Meliuz Ofli Guimarães é fundador do Méliuz e Empreendedor Endeavor. Começou a empreender aos 17 anos e o Méliuz, startup que devolve em dinheiro parte do valor gasto em compras, foi a 10ª empresa que criou.