* Por Passeidireto.com

Querendo entender melhor a percepção dos universitários brasileiros sobre empreendedorismo, nós do Passeidireto.com, promovemos na nossa plataforma a pesquisa Empreendedorismo X Universitários. O levantamento mostra que 76% dos universitários brasileiros sentem ou já sentiram vontade em abrir seu próprio negócio, mas somente 19% daqueles que sentem essa vontade já colocaram seu projeto em prática.

Entre os participantes do levantamento, 42% deles são da região Sudeste, 26% do Nordeste, 16% dos três estados do Sul e 16% estão no Norte e Centro-Oeste. A maioria é do sexo feminino com 58%, entre 18 e 24 anos.

A partir do estudo realizado com base na pesquisa, foram identificados três perfis de estudantes: o Empreendedor Sonhador, os universitários que desejam abrir seu negócio, o Empreendedor Estabelecido, que já deu início ou abriu sua empresa e o Não Empreendedor, aquele que não tem interesse em empreender.

“Fizemos o levantamento para entender o que os universitários pensam e pretendem após o término do curso da faculdade para poder ampliar a nossa atuação com os estudantes. A questão do empreendedorismo sempre foi muito presente no Passeidireto.com e os números mostram o que pensam os universitários para o futuro de suas carreiras”, explica Daiane Dias, Coordenadora de Relacionamento com o Cliente do Passeidireto.com.

O Sonhador

O Empreendedor Sonhador tem entre 18 e 29 anos e 64% deles estão no 5º período do curso na universidade; 71% deles são alunos de instituições de ensino particular e 62% estão classificados nas classes econômicas D e E, de acordo com critério de classificação do IBGE. Entre cursos escolhidos pelos sonhadores estão Engenharia e Direito com 19% cada, Administração de Empresas com 7%, seguidos de Psicologia e Odontologia com 6% e 4% respectivamente. Se comparar ao perfil geral da análise, existe uma concentração maior desse perfil na região Nordeste (31%), ainda que a maioria se concentre no Sudeste (42%).

Entre as principais dificuldades enfrentadas por universitários do perfil sonhador está a falta de conhecimento ou experiência. Com um papel importante na formação desses novos empreendedores, 54% dos universitários declaram que não tem matérias de empreendedorismo na sua grade curricular e 75% deles sentem falta de disciplinas relacionadas ao tema para ingressar com seus projetos. Por isso, entre os que sentem falta desse tipo de matéria, 49% acreditam que precisam de mais informações sobre empreendedorismo e sugere a inserção desse tema nos cursos. O principal problema, no entanto, relatado como impedimento para empreender é a falta de condições financeiras para investir no projeto.

Os estudantes indicaram algumas sugestões às universidades para qualificar mais o empreendedorismo. Orientação estratégica e atividades práticas relacionadas já seriam um avanço para 17% dos entrevistados, 10% preferem palestras e contato com referências da área para suprir suas necessidades, 3% pensam que a instituição poderia oferecer uma incubadora de novas empresas e 2% pedem apoio financeiro e professores especializados em empreendedorismo.

Realizou o sonho

O chamado Empreendedor Estabelecido tem o perfil dos que já investiram em um negócio próprio concentrado na região Sudeste, com 49%, seguido de 20% na região Nordeste e 16% no Sul.

Mesmo com o projeto em andamento, os universitários empreendedores relataram que as principais dificuldades estiveram em 43% dos casos na questão de investimento, 11% na decisão estratégica, 10% reclamaram da burocracia e 8% dizem ser difícil divulgar o trabalho. ‘Deixar a peteca cair’ nunca foi o ponto dos novos empreendedores, pois apenas 3% relatou abandonar o plano por falta de motivação.

O setor que mais tem recebido investimento é o de Saúde, seguida de Tecnologia e Alimentação. A pesquisa apontou também que apenas 29% dos empreendedores da primeira área estudam em um curso relacionado.

Quando perguntados sobre as Universidades, 50% dos empreendedores declararam que não têm matérias designadas para empreendedorismo e 62% deles sentem falta dessas disciplinas na faculdade. Já entre os que declaram ter matérias relacionadas ao tema, 66% já estudaram pelo menos uma disciplina de negócios que, em geral, está na grade obrigatória. Para 52% o conteúdo é bom, mas precisaram complementar com estudos fora do campo universitário.

“Com a pesquisa pudemos perceber que há diferença nas áreas de interesse entre os Empreendedores Sonhadores e os Estabelecidos. Mesmo com Tecnologia em primeiro lugar, há aumento da vontade de empreender em Educação e Negócios de impacto social”, aponta a coordenadora.

Não quer empreender

A falta de interesse na área é o principal motivo para o universitário Não Empreendedor deixar de abrir as portas do seu negócio, representando 36% dos motivos apresentados por esse perfil.

Outros 17% que acreditam não ter o perfil ou características para desenvolver um projeto próprio. O investimento financeiro aparece para 11% dos entrevistados e apenas 5% sentem medo de fracassar.

Quando o assunto é ter disciplinas empreendedoras, 33% dos representantes desse perfil declara ter temas relacionados disponíveis na grade curricular, sendo classificadas como obrigatórias; 64% deles acredita que as matérias oferecidas não seriam suficiente a um empreendedor abrir seu próprio negócio.

Confira mais detalhes sobre os dados levantados na pesquisa do Passeidireto.com:

  • Foram 5 mil entrevistados no período de 01 dia;
  • A região Sudeste é a que mais concentra os universitários empreendedores;
  • 76% dos universitários brasileiros querem empreender, mas apenas 19% deles colocou o plano em prática;
  • 50% dos Empreendedores Estabelecidos declaram que não há matérias de empreendedorismo na grade curricular na Universidade;
  • 54% dos Empreendedores Sonhadores declaram que não há matérias de empreendedorismo na grade curricular na Universidade,
  • 67% dos Não Empreendedores declaram que não há matérias de empreendedorismo na grade curricular na Universidade.

PasseidiretoPasseidireto.com é uma rede acadêmica para universitários, que tem como missão conectar alunos e seus conhecimentos. Desde 2012 no ar, já concentra mais 7 milhões de usuários, está presente em todas as universidades do Brasil e em 4 anos de existência, já recebeu R$27,5 milhões em aporte. Por meio da rede, os estudantes podem se conectar, seguir disciplinas específicas, compartilhar materiais e trocar mensagens.