Neste mês, representantes da Samsung e do Parque Tecnológico Itaipu realizaram um workshop para alinhamento de possíveis projetos conjuntos. Durante dois dias, as equipes apresentaram suas principais linhas de atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovação, identificando oportunidades de interesse comum.

Na parceria, o PTI poderá conhecer os processos e ciclos utilizados pela multinacional, da ideia inicial ao produto final, aprendendo com uma empresa que é referência em desenvolvimento tecnológico. “A Samsung trouxe a possibilidade de abrir sua plataforma de desenvolvimento, apresentando o que tem em termos de hardware e software para aplicações de mercado. Vamos aprender com essas plataformas, estruturar projetos específicos aproveitando nossa capacidade técnica instalada, a dinâmica de relação com universidades e empresas incubadas no PTI. Aproximar uma empresa de nível mundial, que é a Samsung, ao potencial que existe na Fundação PTI é um ganha-ganha”, avalia o Diretor Técnico do PTI, Claudio Osako.

Conforme explica o gerente sênior de Inovação da Samsung Latinoamericana, Eduardo Conejo, globalmente a instituição tem uma forte preocupação com o incentivo a inovação. Cerca de 20% da base mundial de funcionários é focada em pesquisa e desenvolvimento. “Somos uma empresa de tecnologia e uma das coisas que a Samsung prima é pela liderança em tecnologia, ou seja, estar a frente das novas tendências e produtos. Por isso, investimos para manter um fluxo constante de novas criações”, explica.

Mesmo com um grande contingente de colaboradores trabalhando neste foco, a empresa entende que a participação de outros players é importante na construção de soluções. Para isso, vem adotando uma política de inovação aberta. “Com o domínio tecnológico, conhecimento e capacidade do nosso time, procuramos fazer o trabalho a quatro mãos, trazendo parceiros que tenham também o perfil de pesquisa e desenvolvimento. Assim, há mais chances de ter um resultado final muito maior, com um produto e serviço mais alinhado ao que o mercado demanda”, considera Conejo.

Com o PTI, serão objeto de análise os projetos de base tecnológica desenvolvidos em parceria com a Itaipu Binacional. “Nosso sentimento com o PTI é de que parece um oásis! É um centro com muito potencial humano, com um time qualificado e investimentos para aumentar sua base de pesquisadores com nível de mestrado e doutorado. Isso torna o PTI extremamente atraente, porque a massa critica humana é grande, além das tecnologias e demandas que a própria natureza do negócio gera, como a garantia de segurança, continuidade do serviço e minimização do impacto ambiental”, avalia.

Agora, as instituição irão traçar um plano de ações com projetos para o curto e médio prazo. “O nosso propósito é ter uma parceria de longa data. Acredito muito no potencial do que vamos gerar aqui. Nosso foco é olhar os eventuais problemas e oportunidades locais, pensando em soluções para o entorno, começando pela cidade, pelo país e, se conseguirmos, levar para outros países”, afirma Conejo.