* Por Marcelo Pimenta

É cada vez mais comum “ser empreendedor”. Como se fosse um cargo, uma função. Inspirado em alguns poucos casos de jovens que ficaram famosos e ricos criando negócios, empreender virou sinônimo de status. Se por um lado é positivo, pois mais pessoas que não se viam como empresários passam a considerar essa possibilidade – há também um risco de imaginar que criar e gerenciar seu próprio é algo simples, fácil e divertido.

Mas, o que é mesmo ter sucesso? O que isso significa?

Vejamos casos recentes como o dos empresários Marcelo Odebrecht e Jorge Gerdau Joahnnpeter, ambos herdeiros de alguns dos maiores grupos empresariais brasileiros. Lideram negócios com alguns milhares de empregados, tem larga atuação internacional, prêmios de excelência de qualidade em seus produtos e serviços. Porém, enfrentam problemas na justiça sendo acusados de atos ilícitos. Podem ser considerados empresários de sucesso?

Lembro da palestra que ouvi ano passado do Ricardo Nunes, principal executivo da Máquina de Vendas e fundador da Ricardo Eletro. Ele contou que passa a semana viajando pelas lojas da rede espalhadas pelo país, que sai do trabalho e vai jantar com seus principais vendedores e que sua rotina de trabalho só encerra no sábado no final do dia, quando dedica o domingo para o convívio com a família. Pode ser considerado um executivo de sucesso?

Esses exemplos nos fazem refletir sobre uma questão que me parece importante para todo empreendedor: o que é mesmo sucesso? Até onde estou disposto a abrir mão da qualidade de vida e do convívio da família para fazer o negócio dar certo?

Quanto de suor e quanto de paixão é preciso ter para alcançar o sucesso?

Essa moeda tem outro lado. Cada dia mais profissionais largam de seus empregos para aliar trabalho com propósito e qualidade de vida. Criam negócios sociais, investem em hortas orgânicas, abrem espaços de terapia holística, apostam em escolas livres, estruturam restaurantes ecológicos, montam abrigos para animais abandonados. Alguns desses empreendimentos, por maior boa vontade, esforço pessoal e impacto social que conseguem atingir, acabam fechando as portas, pois não encontram o caminho da viabilidade.  Seja por problemas financeiros, ineficiente de gestão ou problemas com administração de recursos humanos, os sonhos muitas vezes se transformam em pesadelo.

Você têm claro seu propósito de vida? Seu negócio está 100% alinhado com ele? Qual o segredo do equilíbrio? Como equacionar qualidade de vida com a dedicação na medida certa para garantir a lucratividade do negócio?

Essas e outras perguntas têm motivado muitas reflexões e uma busca constante em livros, artigos, conversas. Afinal, o que é o “glamour” no mundo do empreendedorismo?

Por outro lado, crescia cada vez mais o desejo de unir seguidores do Mentalidades –  parceiros, apoiadores e clientes do Laboratorium; alunos e ex-alunos dos cursos da ESPM; participantes dos primeiros Startup and Makers da Campus Party; integrantes do Brasil Mais Empreendedor, leitores do Startupi – para um encontro que propiciasse uma conversa ao mesmo tempo descontraída e geradora de novos conhecimentos.

Surge, em total sintonia, o convite do Cubo, espaço de inovação e coworking criado pelo Itaú e pela Redpoint, para uma proposta de programação que fosse de interesse do ecossistema e das startups residentes. Bingo! Acendeu-se a chama para a realização do primeiro encontro Mentalidades para falar exatamente sobre Glamour Empreendedor.

Rapidamente confirmaram presença estes quatro painelistas – expoentes do nosso ecossistema:

Armindo Ferreira – Especialista em mídias sociais, blogueiro – Blog do Armindo – , influenciador do ecossistema de inovação de São José dos Campos;

Marcela Liz – Jornalista, assessora de imprensa da ABEME e organizadora do 1º Hackathon de prevenção à DST-AIDS;

Paola Tucunduva – Empreendedora, coach, palestrante, professora. Apresentadora do programa Alma do Negócio e consultora do Sebrae.

Sandro Magaldi – Escritor, palestrante, professor, executivo de marketing e negócios. CEO do MeuSucesso.com.

Os painelistas farão provocações iniciais para desencadear um bate-papo, no formato de desconferência, favorecendo a troca de ideias e experiências, base para construção de novos conhecimentos.

O evento será gratuito, mas para apoiar o projeto Cidade que Brinca, do CriaCidade, serão oferecidos “vale-latas”, no valor de 10 reais, para aquisição de sprays, que transformarão os desenhos das crianças em arte para a cidade.
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Após o encerramento das inscrições a lista de espera é presencial, no dia do encontro e, sujeita à capacidade do local. Para saber mais sobre horários e forma de inscrição, acesse a Agenda de Eventos Startupi.

Espero vocês lá,

Um abraço!


marcelo pimentaMenta (Marcelo Pimenta) é jornalista com formação em marketing. Um dos precursores do empreendedorismo digital no Brasil, professor de inovação da pós graduação da ESPM, sócio da Conectt e do Laboratorium e criador do blog www.mentalidades.com.br