* Por Exame.com

Ter um bom mercado para seu negócio é fundamental na busca pelo sucesso. Não só do lado dos consumidores, mas também do lado dos incentivos do governo, dos investimentos e de companheiros empreendedores.

Por isso, o site Inc.com elaborou um ranking com 16 cidades que possuem ecossistemas emergentes para startups. Esses locais podem, no futuro, despontar como grandes polos de atração de empresas inovadoras – então, vale a pena ficar de olho. Saiba quem são eles:

Atlanta (Estados Unidos)

O grande diferencial de Atlanta é sua grande disponibilidade de investimentos por parte de fundos. Segundo o Inc.com, em 2014 as startups no estado da Georgia (onde fica Atlanta) conseguiram o maior volume de investimentos da última década. Atlanta também é a quinta cidade no ranking de melhores locais para empresas de rápido crescimento, segundo outro ranking do site.

Bangalore (Índia)

Bangalore é o “Vale do Silício da Índia”, segundo o Inc.com. Por conta da grande penetração da internet na região, muitas startups de comércio eletrônico surgem em Bangalore. A cidade é cheia de talentos na área de tecnologia, a penetração de aparelhos móveis é crescente, há uma grande presença de investimentos e um ambiente colaborativo.

Boulder (Colorado)

A cidade de Boulder é considerada um local promissor para startups por concentrar talentos na área de tecnologia, com a University of Colorado na região. Boulder também concentra aceleradoras e investimentos, o que faz com que empreendedores tenham acesso a diversas conexões no mundo dos negócios. Outro ponto ressaltado é a boa qualidade de vida por um custo razoável.

Buenos Aires (Argentina)

Buenos Aires tem várias características que a fazem um ecossistema potencial para startups, apesar dos problemas econômicos. A cidade apresenta talentos na área de tecnologia, por um custo baixo aos empreendedores; um número crescente de investidores; e uma comunidade extremamente afeita ao empreendedorismo. Uma história anterior de sucesso é a do Mercado Livre, por exemplo.

Chicago (Estados Unidos)

Chicago é um ecossistema potencial para startups por três motivos. O primeiro é que a cidade abriga uma indústria diversa: de transportes à educação e saúde. O segundo é um grande cenário de investimentos, sejam eles de fundos ou alternativos, como investidores-anjo e crowdfunding. Por fim, Chicago concentra diversos talentos na área de tecnologia, com universidades como a University of Illinois at Urbana-Champaign.

Copenhague (Dinamarca)

A cidade dinamarquesa, segundo o Inc.com, possui uma força de trabalho talentosa e recursos para startups, inclusive por parte de ONGs. Empresas como a Zendesk já atraem atenção internacional.

Dublin (Irlanda)

A cidade irlandesa tem um bom ecossistema para startups por conta de uma força de trabalho talentosa, poucos impostos corporativos e uma legislação flexível ao empreendedorismo, de acordo com o Inc.com.

Hong Kong (China)

Hong Kong pode ser uma cidade pequena, mas sua força de trabalho extremamente capacitada atrai muitos empresários. Outros fatores interessantes são a boa logística, uma localização próxima a diversos grandes mercados (como a própria China) e uma infraestrutura cheia de tecnologia.

Montreal (Canadá)

Com 2,6 mil startups, a cidade canadense possui uma série de investidores e de talentos locais, por conta de instituições como a McGill University e a Université de Montreal. Os salários para engenheiros são baixos e as startups recebem subsídios na área de Pesquisa e Desenvolvimento.

Nairóbi (Quênia)

A “Savana do Silício” africana tem como diferencial o desenvolvimento na área digital, o que é acompanhado pela popularização dos smartphones. Há um grande sistema de apoio às startups tecnológicas e uma grande oportunidade para negócios mobile. Nairóbi também é uma das cidades mais desenvolvidas do continente africano.

Paris (França)

As startups de Paris possuem um grande apoio governamental – com benefícios, empréstimos e investimentos. A cidade francesa, diz a Inc.com, ocupa a 11ª posição no ranking global de ecossistemas de startups.

Reykjavik (Islândia)

A capital da Islândia ainda não é muito conhecida por empreendedores, mas apresenta um bom crescimento. Apenas em 2015, três fundos de investimentos foram criados, e os negócios começam a atrair atenção internacional. Além da disponibilidade de recursos, a população jovem e conhecedora da tecnologia e o ambiente progressista ajudam as startups. O setor de realidade virtual (VR) desponta em Reykjavik.

São Paulo (Brasil)

São Paulo se junta a Buenos Aires para formar a dupla de cidades da América Latina citadas no ranking, possuindo cerca de 2,7 mil startups. A cidade vem atraindo cada vez mais investidores dos Estados Unidos, segundo o Inc.com – fundos como Redpoint e 500 startups estabeleceram unidades na região. Empresas de tecnologia surgem a cada dia, acompanhando a crescente penetração de aparelhos móveis. O site também destaca a diversidade cultural da cidade, que recebe vários imigrantes.

Singapura

A cidade-Estado está entre a China e a Índia, dois enormes mercados potenciais para startups. O governo local investe pesado em negócios inovadores; além disso, a região oferece muitas conexões com mercados estrangeiros e com possíveis investidores. Segundo o site, Singapura também é o país com maior penetração de aparelhos móveis, o que impulsiona negócios que trabalham na área.

Sofia (Bulgária)

A Bulgária tem uma das menores taxas governamentais direcionadas para empresas. A cidade de Sofia foi considerada o décimo ecossistema global para startups, em um estudo da Brighton School of Business and Management. As startups contam também com investimentos, seja em estados iniciais (o “seed funding”) ou em estados posteriores, por meio de fundos de Venture Capital.

Waterloo (Canadá)

Waterloo tem a segunda maior densidade de startups no mundo, perdendo apenas para o Vale do Silício, de acordo com o Inc.com. A cidade é o berço de companhias como a Blackberry, de smartphones.

Algumas características que fazem com que a cidade tenha um ecossistema propício a startups são um ambiente colaborativo, com mentores, aceleradoras, investidores e apoio governamental, e também a grande oferta de talentos na área de tecnologia.