EXCLUSIVO: Já ficou claro que fomentar a inovação é um fator chave nas estratégias de desenvolvimento de países que desejam continuar competitivos na economia atual.

O Brasil se tornou significativamente mais empreendedor na última década. Isso pode ser explicado, em parte, pela demanda por produtos modernos e inovadores e também pelos avanços na área da tecnologia digital, o que notoriamente diminuiu os custos para se abrir novos negócios. Como resultado disso, novas Startups estão sendo criadas todos os dias e São Paulo está emergindo como um bem sucedido ecossistema de Startups, mesmo com a recente diminuição na intensidade da atividade econômica.

O Startupi trouxe em primeira mão um relatório feito pela Fundacity, plataforma que conecta startups e investidores em mais de 134 países. O objetivo desse relatório é mostrar como as startups vem sendo aceleradas e apoiadas no Brasil, sob uma perspectiva do quesito de investimentos (a habilidade de levantar fundos é crucial quando se está construindo negócios altamente escaláveis). Para isso foi feita uma pesquisa com mais de 100 investidores brasileiros (Venture Capitals, Investidores-Anjo e Aceleradoras).

Confira alguns dados abaixo:

Para se ter ideia o investimento total no Brasil durante o primeiro semestre de 2015 foram R$170.978.000 de 45 investidores em 191 startups.

Foto: Divulgação Fundacity

Foto: Divulgação Fundacity

Durante o primeiro semestre de 2015, as aceleradores brasileiras auxiliaram 113 startups, enquantos os VCs 62 e os Anjos 16; contudo elas só investiram 6.94% do montante total investido nas startups brasileiras nesse período.

Você sabia que as startups necessitam de formas de financiamento apropriadas para cada um dos seus estágios de desenvolvimento?

Estágios iniciais de um negócio –  Investimentos seed são vitais. Usualmente, é conseguido pelas startups através de aceleradoras e entidades públicas. Investimentos diretos por aceleradoras (em grande parte dos casos na ordem de 5% a 10% de participação), tem o intuito de auxiliar os empreendedores durante o período de aceleração, para que então eles possam focar em levar seu negócio ao próximo estágio se preparando para receber as próximas rodadas de investimentos, sejam elas de investidores-anjos ou Venture Capital.

Fase de expansão – Investidores-anjo e Venture Capital e seu capital servem como “pontes” para as empresas de sucesso conseguiram entrar nos seus respectivos mercados de capital. Embora esses tipos de investimento venham aumento no Brasil, é provável que desacelerem em um futuro próximo, levando em consideração a recessão econômica brasileira, que vem cada vez mais aumentando o clima de insegurança e incerteza do mercado. Acrescenta-se ainda o aumento recente na taxa de juros que elevou o custo de capital, reduzindo assim o “apetite” dos investidores privados.

No Brasil, a estruturação dos investidores é dada em sua grande maioria (80.6% )  por grupos de capital privado e visam gerar capital por meio de investimentos vindos das próximas rodadas e exits das Startups. Esses investidores usualmente levantam seu capital de outros investidores-anjos, Family offices e, em alguns casos, investidores corporativos.

Já os investidores públicos (1.5%) e fundos parcialmente governamentais (17.9%), geralmente tem outros objetivos, sendo eles “agitar” a economia e fomentar o empreendedorismo em alguma determinada região, indústria ou área tecnológica. As aceleradoras que trabalham em conjunto com o programa do governo federal Start-up Brasil (12 no total), são exemplos desses fundos governamentais, uma vez que eles etão fomentando a oferta de capital seed, bem como uma rede de contato de investidores-anjos e VCs, o que naturalmente dá mais fôlego ao ecossistema de startups brasileiras.

Veja o top 3 de Venture Capital, Investidores Anjo e Aceleradoras ativas do Brasil:

Foto: Divulgação Fundacity

Foto: Divulgação Fundacity

Foto: Divulgação Fundacity

Foto: Divulgação Fundacity

*Dados sobre a Anjos do Brasil não estão retratados pois, no momento, não existe um relatório consolidado sobre os investimentos feitos por essa rede, que é a maior do Brasil.

Foto: Divulgação Fundacity

Foto: Divulgação Fundacity

*Os montantes investidos acima descritos não incluem os co-investimentos provenientes do Startup Brasil.

Veja a seguir a porcentagem de aceleradoras e o mercado que elas tem intenção de investir ao longo dos próximos 12 meses.

Foto: Divulgação Fundacity

Foto: Divulgação Fundacity

Com 39% ficou Wearable e tecnologia verdes.

A pesquisa mostra que mesmo com as sérias dificuldades econômicas e políticas que o Brasil vem enfrentando, os investimentos nas startups não sofreu uma decaída. Na verdade, o investimento feito pelas aceleradoras permaneceu estável em comparação com o ano passado, o que pode ser observado no Fundacity Latam Accelerator Report.

É interessante notar que apenas 17.9% dos fundos que submeteram data a pesquisa receberam aportes de instituições públicas, o que é altamente contrastante com a data do Fundacity European Accelerators, onde vê-se que essa porcentagem chega a 55.41% das aceleradoras europeias. Sendo assim, fica evidente que o Brasil precisa de um apoio governamental contínuo ao setor para manter e aumentar a atividade de investimento em startups. Sem esse apoio, quem pode começar a ter sérias dificuldades é o próprio setor de startups dado que, sem esse apoio governamental, uma recessão torna-se altamente possível nesse mercado.

Para saber mais e ler a pesquisa completa clique aqui.