No final de junho a Netshow.me comemorava o fechamento de sua primeira rodada de investimentos, agora ela já comemora sua primeira aquisição: a Tipit. Ambas se apresentam como plataforma para transmissão online de shows.

Eles explicam que a aquisição foi no formato acqui-hire, no qual o principal ativo comercializado é a equipe da empresa.

Com mais de 160 apresentações ao vivo, realizadas pela internet, a plataforma Netshow.me foi lançada em outubro de 2013 pelos sócios-fundadores Rafael Belmonte e Daniel Arcoverde. A Tipit, por sua vez, nasceu no Startup Weekend, uma competição de empreendedorismo no Rio de Janeiro em novembro de 2013 no qual o projeto saiu campeão.

Ana Élle, fundadora da Tipit, tem consigo mais de 17 anos de experiência no segmento música. No ramo empresarial, possui experiência em empresas como OneRPM (distribuidora e agregadora digital) e Melody Box (rede social para profissionais da indústria musical.

Conversamos com Daniel Arcoverde, da Netshow.me, para saber mais sobre a aquisição. Veja abaixo:

Me fale um pouco mais dos motivos que levaram vocês a comprarem a Tipit

A motivação que nos levou à aquisição foi a grande competência e networking da Ana Élle no meio artístico/musical, principalmente, do Rio de Janeiro. Além disso, o Netshow.me possui o conceito “plataforma”, o que requer a geração de “efeito rede” para entregar um maior valor aos artistas, ou seja, quanto mais gente navegando pelo site, maior o potencial de audiência cruzada entre os artistas e, consequentemente, maior audiência orgânica para todos que estão se apresentando. Sendo assim, o mercado caminha para que o ganhador se consolide como único player.

Qual foi o valor e os termos da negociação?

Não podemos divulgar

Anna passa a ocupar qual cargo agora na empresa?

A Ana comandará a frente de Relacionamento com Artistas no Rio de Janeiro.

Com isso, como vocês pretendem ganhar vantagens da concorrência, principalmente em relação a concorrentes mais diretos, como a Clap.me?

Diferentemente de outras iniciativas de “live streaming” que vemos no mercado, nos posicionamos como plataforma. É importante deixar claro que não somos uma produtora. Além de oferecer a redução de “custos transacionais” aos artistas (redução de custos de transporte de equipamentos, autonomia na realização de shows sem a necessidade de contratantes, abrangência geográfica ilimitada, etc.), oferecemos flexibilidade entregando uma plataforma “self-service” que permite a realização de apresentações de forma automática e instantânea.

Além disso, diferentemente de produtoras que trabalham com transmissões ao vivo e que replicam o conteúdo para ser assistido “on demand”, não temos o intuito de replicar conteúdo para “On demand”, isso vai contra o conceito de “urgência” e “experiência única” que as apresentações ao vivo proporcionam. Com a aquisição, queremos acelerar a entrega dos benefícios do “efeito rede”, entregando ainda mais valor aos artistas.

Como tem sido o crescimento da empresa este ano?

O mercado em que estamos atuando é muito novo e, por isso, estamos empregando todos os esforços em seu desenvolvimento. Esse esforço tem nos ajudado a nos posicionarmos da melhor forma possível e a gerar shows bastante relevantes. Queremos chegar aos 600 até o fim do ano.

Vocês já se pagam?

A empresa ainda não é lucrativa, primeiro pelo seu curto tempo de vida e também pela necessidade de despesas operacionais para alavancar o crescimento.

Pretendem fazer mais aquisições a curto/médio prazo?

Não necessariamente aquisições, mas parcerias estratégicas com certeza. Vamos ver como o mercado vai caminhar.

O que podemos esperar da Netshow.me para esse segundo semestre?

Certamente, vocês verão a consolidação da agenda de apresentações com conteúdo ao vivo que acontecerão a todos os momentos.