Terça-feira de manhã tive o prazer de ser um dos avaliadores da etapa final do Bota Pra Fazer, programa educacional que a Endeavor promoveu ao longo do ano (professores de 30 universidades foram capacitados pela Endeavor para darem aulas de empreendedorismo e desenvolverem projetos com os alunos).

Ao final das disciplinas, cada universidade selecionou dois dos melhores projetos desenvolvidos em sala de aula e encaminhou para a Endeavor, que selecionou sete e os capacitou para apresentarem para os avaliadores, concorrendo a uma mentoria em 2012. Estes finalistas foram chamados de Liga dos Campeões (foto acima), e realmente apresentaram muito bem proposta muito interessantes.

Acabou acontecendo que, devido à alta qualidade, três deles acabaram ganhando a mentoria.

Estes vencedores que vão passar um ano apadrinhados pela Endeavor e por mentores Endeavor (empresários de sucesso que se dispõe a ajudar novos empreendedores):

Flemin

trata-se de uma rede social para diabéticos. A equipe parte do princípio de que a doença é difícil de entender e difícil de tratar. Para isso, estão trabalhando em uma plataforma que vai integrar não apenas diabéticos, mas familiares, amigos, médicos, nutricionistas e todos que se envolvem no dia-a-dia de um diabético.

O número crescente de diabéticos e a falta de uma plataforma onde o tratamento é acompanhado socialmente apontam para a necessidade de uma rede assim.o produto, que vai se monetizar por meio de publicidade e projetos especiais com fornecedores de saúde.

Quadrado Mágico

Mais uma equipe de e-learning com vídeos, mas esta aposta em vídeos feitos especificamente sem que apareça a pessoa que está narrando. “A ideia é que pareça que a pessoa está ao seu lado e olhando junto com o aluno para a frente”, explicou um dos fundadores. A equipe já tem larga experiência educacional e diversas parcerias na área (foi acelerada pela Artemisia e vai receber investimento de Vox Capital, Village Capital e Potencia Ventures).

Outro diferencial é o analytics de aprendizagem, que mostra o desempenho do aluno – a plataforma também proporciona que pais e professores o acompanhem. Algumas escolas e sistemas de ensino estão estudando a adoção do sistema e a ideia também é cobrar uma assinatura simbólica (R$ 8,00) dos alunos que quiserem utilizar a plataforma por espontânea vontade.
Backpacker (by Brasil Trilingue)

Segundo os empreendedores, 85% dos brasileiros não falam inglês – e os grandes eventos esportivos vem aí. A sacada é oferecer um sistema de aprendizagem de idiomas de forma online, com vídeos que simulam situações de viagem. O portal visa a atender especialmente trabalhadores de turismo, restaurantes e recepção.

Eles alegam que algumas redes hoteleiras já se interessaram em co-oferecer o curso aos funcionários. Além do modelo b2b, eles também querem oferecer o produto diretamente para usuários finais, por um valor abaixo do mercado (assinatura de R$ 100,00). Além do inglês, eles também querem oferecer espanhol.

Os outros avaliadores foram:

  • Cassio Spina (Anjos do Brasil)
  • Sylvio Alves de Barros Netto (fundador de WebMotors, iCarros e ArkPad, parceiro no Minha Vida e na Blue Interactive)
  • Rodrigo Teles (presidente da Endeavor)
  • Juliano Seabra (gestor de Educação Empreendedora da Endeavor)