.marcamaria transforma postagens em toys

Gilberto Jr em 10 de dezembro de 2008

Séculos atrás tudo que era produzido passava pelas mãos de um artesão. Este cara conhecia os seus consumidores, conversava com eles um a um, fazia seus trabalhos personalizados.

Depois, na era industrial, o homem descobriu que podia produzir muito mais e a um custo mais baixo, mas deixou a conversa e passou para a comunicação de massa, falando com muitos, mas sem a possibilidade de ouvir.

O futuro, no entanto, aponta para coisas mais interessantes: aproveitar a inteligência coletiva, promovendo conversações entre quem cria e quem consome, para agregar valor ao que é produzido. E é isso que faz a .marcamaria.

Através de um blog, .faso e Aline conversam com os leitores mostrando suas idéias e recolhendo sugestões, até que esta conversa gere um produto, no caso, as lindas bonecas de pano que a .marcamaria produz.

big-fernando e mini-fernando

A iniciativa vai até o extremo da personalização, produzindo uma boneca de pano a partir da uma foto de uma pessoa, com todas as suas características, os mini-mis.

Com investimento próprio (ou seja, com a cara e a coragem), .faso e Aline estão dando uma boa lição sobre como utilizar a web para agregar valor a uma startup. Muito mais do que um site para discursar aos potenciais consumidores, eles geram uma comunidade e todo um sistema de co-criação no qual o consumidor interfere diretamente nos produtos.

Fica a pergunta ao .faso (que certamente responderá nos comentários, onde a gente continua essa conversa): esse modelo tão colaborativo e personalizável escala? Se a demanda aumentar muito, o modelo dá conta?

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Comentários (4)

  1. .faso 11/12/2008 às 01:50:49

    Eita sô! Agora estamos ficando chiques! X) Sair aqui está sendo o mesmo que virar personagens nos Simpsons ou participar de um Nerdcast (risos).

    Respondendo os seus questionamentos: este modelo só se tornou viável por causa da web e de todas tecnologias digitais, como impressão sob demanda, máquinas eletrônicas que possibilitam personalização há um baixo custo e rápida produção (como máquina de bordar eletrônica, nosso próximo investimento para o ano de 2009). Eu e a Aline levamos uns 8 meses para desenvolver o modelo de boneco do mini-mi, que é a personificação extrema da personalização. Já estamos com pelo menos 3 novos produtos para serem lançados se baseando no modelo criado com o essa pessoa de um palmo de altura.

    Assim como a Lulu que faz livros e materiais gráficos do jeito que o cliente quer, seja 1 peça ou 100, o .marcamaria trabalha seguindo os mesmos passos, podendo produzir uma peça ou centenas, bastando ter os equipamentos e pessoal para tal. No caso de peças únicas, simplesmente trabalhamos com formas que agilizem a produção e que sejam altamente reconfiguráveis.

    O mini-mi ele só se tornou tão personalizável porque ele parte de um modelo básico em que mudamos as coisas que são características da pessoa, com as feições (que são todas bordadas), roupas (que são modelos padrões onde variam o material, cores e se necessário o aplique na camisa (nossa “estampa” bordada). A própria caixa do boneco (que é impressa sob demanda em um gráfica da região) foi criada a partir das ilustrações utilizadas para a aprovação pelo cliente, o que possibilitou:

    - economia de tempo: o desenho já estava pronto, só foi necessário adequá-lo a caixa;
    - personalização que agrega valor: a caixinha vem com a cara do cliente, tornando-a única; e
    - consciência ecológica: para evitar o descarte total da caixa, as ilustrações dos mini-mis são convertidas em bonecos de papel (aqueles antigos que você pode trocar a roupinha), o que evita da caixa ser jogada fora (soube por alguns clientes que eles nem se atreveram a cortar a caixa para não estragar! :) );

    O aumento da escala tende a facilitar ainda mais o processo de criação, porque com mais e mais clientes maior se torna nossa biblioteca de fisionomias, o que permite a criação de um software para que o próprio consumidor crie sua própria caricatura, o que elimina uma parte do processo.

    Ao dar mais poder para quem cria e consome, conseguimos nos focar mais na produção das peças, o que vai reduzir ainda mais os custos e tempo de produção, mas sem perder o jeitinho artesão de ser. É a comunidade criando juntamente com a empresa, melhorando assim toda a cadeia produtiva.

    Espero ter me explicado e aberto as portas para discussão.

    Um super abraço e obrigado,

    .faso

  2. .marcamaria na startupi » .marcamaria 11/12/2008 às 02:24:29

    [...] dê um pulim lá e divida essa felicidade [...]

  3. Alexandre Fugita 19/12/2008 às 14:18:46

    .faso,

    Muito bom saber esses detalhes do seu negócio. Parabéns e abraços!

  4. @fernandosouza 11/02/2010 às 03:17:42

    Ei olha eu ai! Praticamente o garoto propaganda da marca!

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